O principal responsável pela primeira transmissão de televisão no Brasil foi o jornalista Assis Chateaubriand, dono da então poderosíssima rede de empresas de comunicação Diários Associados.
De julho a setembro de 1950, as transmissões aconteceram em fase experimental, quando então no dia 18 de setembro, Assis Chateaubriand, inaugurou a TV Tupi de São Paulo, canal 3, com equipamentos comprados nos Estados Unidos.
CHATÔ
O paraibano Assis Chateaubriand criou e dirigiu a maior cadeia de imprensa do país, os Diários Associados: 34 jornais, 36 emissoras de rádio, 18 estações de televisão, uma agência de notícias, uma revista semanal (O Cruzeiro), uma mensal (A Cigarra), várias revistas infantis e uma editora.
A ascensão do império jornalístico de Assis Chateubriand deve ser entendida no quadro das transformações políticas do Brasil durante as décadas de 1920 e 1930, quando o consenso político oligárquico e fechado da República Velha, centrado em torno da elite agrária de São Paulo, começou a ser contestado por elites burguesas emergentes da periferia do país; não é uma coincidência que Chateaubriand tenha apoiado o movimento revolucionário de 1930, que levou Getúlio Vargas ao poder, assim como durante toda sua vida tenha fanfarroneado a sua condição de provinciano que chegou ao centro do poder como uma espécie de bucaneiro político.
DÉCADA DE 50
O primeiro programa transmitido chamou-se TV na Taba, apresentado por Homero Silva com participação de nomes como Lima Duarte, Hebe Camargo e Mazzaropi.
O primeiro telejornal da TV Tupi, Imagens do Dia, foi ao ar dia 19 de setembro, na locução do radialista Ribeiro Filho.

Tudo era ao vivo na TV brasileira dos anos 1950 (o videoteipe só surgiria anos depois). Os teleteatros ao vivo faziam muito sucesso, como o Grande Teatro Tupi e o Teatrinho Trol.
Surgiram as garotas-propaganda para apresentar os produtos dos patrocinadores e chegar finalmente aos comerciais.
A TV Record estreou em 1954 o primeiro seriado de aventuras Capitão 7, com Ayres Campos e Idalina de Oliveira e tornou-se imbatível na cobertura esportiva e lançou o programa Mesa Redonda.
O histórico programa O Céu é o Limite, de J. Silvestre atingiu sucesso absoluto no ano de 1955.
Em 1956 inaugurou a TV Rio, canal 13 com o polêmico Flávio Cavalcanti comandando o programa Noite de Gala.
As estações de televisão foram se propagando por todo Brasil, nas cidades de Porto Alegre, Recife, Curitiba, Fortaleza, São Luiz etc.
Em 1959, entrou no ar a TV Excelsior de São Paulo.
DÉCADA DE 60
Em 1960, com a inauguração de Brasília, as transmissões à distância foram incentivadas e envolveram São Paulo, Rio e Janeiro e Belo Horizonte.
Iniciou-se o processo de videotape e os comerciais passaram a ser gravados; foi o "basta" para a improvisação.
Em setembro de 1960, inaugurou a TV Cultura de São Paulo.
Em 1963 chegaram as primeiras televisões coloridas importadas dos Estados Unidos.

Em 26 de abril de 1965 foi inaugurada a TV Globo, no Rio de Janeiro, concessão outorgada pelo Presidente Juscelino Kubitschek ao empresário Roberto Marinho.
O ano de 1966 foi de grande virada na história da televisão com a TV Globo reformulando e inovando com o que tinha de melhor como faz até os dias de hoje.
Em 20 de julho de 1969, presenciávamos uma das cenas mais emocionantes proporcionadas pela ciência em todos os tempos. Em todo o mundo cerca de um bilhão de pessoas assistiram pela televisão ao pouso do módulo lunar da Apollo 11, batizado de "eagle", no solo de nosso satélite. Duas horas após o pouso, Neil Armstrong saiu da nave e entrou para a história como o primeiro homem a pisar na Lua, sendo logo seguido por seu companheiro Edwin Aldrin. Os dois passaram 22 horas na Lua, sendo dessas, 2 horas e 40 minutos fora da nave.
Década de 70
A década de 70 foi marcada por grandes estréias e a conquista do Tricampeonato da Copa do Mundo, no México, transmitida via Embratel.
A chegada das cores Em 1972, a 12ª Festa da Uva, em Caxias do Sul, se tornou um marco na história da televisão brasileira. Depois de quase dois anos de preparativos, no dia 19 de fevereiro, o evento gaúcho foi o primeiro teste oficial da transmissão em cores, via Embratel, para todo o país .
A Bandeirantes participou do pool de emissoras e além da festa, na estréia das cores no Brasil, exibiu o longa-metragem “O Cardeal”, de Otto Preminger.
Mas a TV Bandeirantes foi além: era necessário repor as perdas do incêndio e graças a equipamentos Bosch comprados na Alemanha, em 1972, a Band era a primeira emissora a produzir e transmitir integralmente uma programação em cores, como anunciava o slogan: “TV Bandeirantes, a imagem colorida de São Paulo”.
Em exposição nas lojas, os modernos e cobiçados televisores em cores viviam sintonizados em programas como “A Cozinha Maravilhosa de Ofélia”, “Xênia e Você” , “A Hora do Bolinha”, deixando os consumidores fascinados.
No embalho da novidade, a Band escolheu um novo símblo que pudesse valorizar o avanço tecnológico. A imagem de um pavão multicolorido passou a ser usada como marca da emissora, que com a inauguração do Teatro Bandeirantes, em São Paulo , também apostava em shows e musicais com a nata da MPB
Tempos difíceis para a TV Rio que finalmente teve cassada sua concessão, em 1977.
Década de 80
A década de 80 foi marcada pelo fim da TV Tupi, deixando muitos trabalhadores desempregados no dia 18 de julho de 1980.
Em 1980, o governo federal outorgou duas redes de televisão, uma para Silvio Santos e a outra para o empresário Adolpho Bloch.
Há mais de 30 anos, o programa Silvio Santos, um show de variedades com duração de dez horas, representava a produção independente de maior sucesso na televisão brasileira.
Em 19 de agosto de 1981 nascia o Sistema Brasileiro de Televisão, que entrou no ar imediatamente, inaugurando sua programação com a transmissão da assinatura de contrato entre Silvio Santos e o governo federal.
Contra todas as opiniões, Silvio Santos foi em frente até obter uma concessão do governo federal e ser autorizado a assumir quatro emissoras do antigo império de Assis Chateaubriand: TV Tupi, TV Marajoara, TV Piratini e TV Continental.
Na mesma data, o governo concedeu uma outra concessão ao Grupo Bloch, que prometia operar a TV Manchete, a partir do Rio de Janeiro.
Enquanto a TV Rio era cassada, entrava no ar a Rede Manchete, canal 6, num domingo, dia 5 de junho de 1983.
Década de 90
A década de 90 iniciou com a posse do Presidente Collor, transmitida ao vivo pelas emissoras brasileiras.
Foi um ano duro para o mercado televisivo devido ao plano econômico imposto pelo novo governo, poucas verbas e muitas demissões.
Ameaças no Ibope
A Globo se sentiu ameaçada em três momentos nestes quase 40 anos de vida: em 1990, quando a Manchete exibia "Pantanal" e roubou pontos preciosos (a emissora até lançou a novela "Araponga" no horário das dez para concorrer com a trama de Benedito Ruy Barbosa); em 1991, na saga de "Carrossel" no SBT, que obrigou-a a espichar o Jornal Nacional de 30 para 50 minutos, além do fato da novela "O Dono do Mundo" estar indo mal.
Década de 2000
Finalmente chegamos ao ano 2000. Muita esperança de realizações.
O país continuando na crise, recessão, verba curta. O jeito foi usar novamente de muita criatividade, e isso é o que não falta aos brasileiros.
Alguns provedores da Internet colocam em seus sites programações das emissoras que podem ser acompanhadas pelo público (Terra, Uol, IG).
Em 2001, na surpresa pregada pelo SBT - a "Casa dos Artistas", baseada no formato do "Big Brother", criado pelos holandeses da Endemol, com direitos comprados pela Globo.
Tal fato derrubou a audiência do do "Fantástico", chegando a atingir 50 pontos contra os outros 15 da tradicional revista eletrônica.
Dias após o término da "Casa", foi lançado o "Big Brother Brasil", que já chegou na sétima edição, todas com enorme sucesso.
Surgiram as TVs virtuais.
PROJETO TVUNB
A idéia de criar uma TV virtual foi resultado do amadurecimento de diferentes gestões do Centro de Produção Cultural e Educativa sobre as possibilidades do emprego da tecnologia como instrumento de pesquisa e de preparação profissional.
COMO FUNCIONA UMA WEB TVA produção de material audiovisual segue os mesmos procedimentos de captura, digitalização e edição para, em seguida, ser codificado e formatado para veiculação na Internet. Depois de ser alojado em um servidor na rede o arquivo está pronto para ser usado.
PÚBLICO
O público-alvo da TVUnB serão os estudantes universitários, mas a programação será interessante para pesquisadores, professores, profissionais de comunicação e internautas que buscam informação diferenciada. Em sua maioria pertencente às classes A e B, com idade entre 18 e 34 anos, esse público faz uso regular e está entre os que passam mais tempo navegando na Internet.
A TVUnB é acessível, também, aos internautas carentes que têm acesso à rede em associações comunitárias e escolas. Por isso oferece, além de vídeo, áudio e texto, o que torna a página acessível também aos usuários de conexões mais lentas.
As garotas propagandas
As garotas propagandas são também parte da historia da televisão brasileira em seu início pioneiro, ousado e inventivo.
Diante da sofisticação da TV atualidade, parece incrível que tudo fosse transmitido ao vivo: teleteatros, shows, novelas, programas esportivos e jornalísticos, programas femininos, todos recheados de mensagens dos patrocinadores que apostaram na televisão e não se arrependeram.
Naquele período distante e cheio de fascínio - de 1951 a 1963 - se admirava apaixonadamente as garotas bonitas que apresentavam mensagens comerciais na TV que muitas vezes chegavam a durar trinta minutos.
A idéia de utilizar uma moça bonita para apresentar um comercial surgiu na TV Tupi, pela necessidade de suprir as deficiências e a monotonia dos slides.
A primeira experiência foi em 1951, com Rosa Maria, uma jovem morena, muito graciosa, que entrou no ar às 8 horas da noite para apresentação de uma oferta de Marcel Modas, loja de artigos femininos.
A Tentação do Dia - como era chamada a apresentação comercial - ocupava apenas um canto, onde havia um set montado com uma mesa onde ficava a mercadoria e um cartaz ao fundo.
Quando estava no ar, o estúdio tinha que ficar totalmente em silêncio, esperando que o comercial terminasse para continuar os cenários do próximo programa.
E ficaram famosas as gafes cometidas por Garotas Propaganda nessa época de muitos improvisos.
A partir de 1954, teve início uma fase da profissionalização e maior racionalização do trabalho.
As Garotas Propaganda tornaram-se um dos pontos fortes da televisão.
Quando os comerciais entraram com força na televisão, ocorreu um fenômeno peculiar: o jeito natural de falar de improviso __ que havia caracterizado os comerciais de Rosa Maria __ desapareceu, dando lugar a textos rígidos, decorados, cheios de argumentos lógicos, como era típico da Publicidade nos anos 50.
No entanto, as Garotas Propaganda davam vida à frieza dos textos e sua presença constante acabou por fazer parte do cotidiano do público.
Em poucos anos, eram as profissionais mais conhecidas e disputadas da TV, com fama digna dos grandes astros.
A Censura na televisão brasileira
“Decidir que opiniões devem ser permitidas ou proibidas significa escolher opiniões para as pessoas. Quem escolhe opiniões para o povo possui controle absoluto sobre suas ações e pode manipulá-las em benefício próprio com perfeita segurança”.
John Stuart Mill
A televisão, por atingir pessoas de todas as idades, raças, classes sociais e religiões, é o meio de comunicação mais afetado pela censura atualmente.
Essa mídia sofre influência de grupos religiosos, cívicos e sociais além de ser afetada por outros tipos de censura como: a ditada pela própria emissora, a ditada pelo próprio jornalista – autocensura -, a ditada pelas agências publicitárias, a ditada pelo Estado e a exercidadiariamente pelos telespectadores.

Em entrevista à revista Veja (11 de março de 1973), José Bonifácio de Oliveira Sobrinho – o Boni – afirmou que “a TV é submetida a quatro tipos de censura: a de diversões públicas, a política, a autocensura e a censura indireta”. Isso é uma constante desde que essa mídia chegou ao Brasil sendo que o tipo de censura predominante varia conforme o momento histórico.
Olhando a história da televisão brasileira podemos dividí-la em três partes, as quais possuem particularidades no tocante aos tipos de controle do conteúdo veiculado.
Primeira fase

A primeira fase vai de 1950 (chegada da TV no Brasil) a 1964. Nela verificamos a censura exercida pelos patrocinadores como a de maior peso, já que aqui eles determinavam o que devia ser produzido e veiculado.
No entanto, já pode ser notada uma influência censória por parte do Estado em dois âmbitos:
1 - A televisão foi submetida à legislação de 1946 (que abrangia também o cinema, o teatro, o rádio e as diversões públicas), segundo a qual corte e interdições de programas eram dispositivos legais que entrariam em vigor se a moral brasileira fosse ferida.
2 - Em outubro de 1959, o então ministro da Justiça, Armando Falcão, assinou a primeira legislação regulamentando a censura na TV brasileira, proibindo qualquer declaração do deputado Tenório Cavalcanti sobre o caso Sacopă.
Segunda Fase
A segunda fase vai de 1964 até a extinção do AI-5 em 1979.
É caracterizada por maior influência do Estado, principalmente após o Ato Institucional número 5 quando o governo passou a ter plenos poderes para censurar, evitando qualquer publicação ou transmissão que achasse inconveniente ao regime militar.
Nesse momento, é dada ênfase ao noticiário internacional, já que muitos assuntos nacionais estavam na “ lista negra” dos militares.
O povo era tratado como criança, logo, o governo não “podia deixar” que programas dessem uma “má educação” fossem veiculados.
O regime militar foi marcado por um paradoxo – pregava a integração nacional e, ao mesmo tempo, enchia a nação com “enlatados americanos”: a partir do Golpe de 64, a TV é invadida por seriados americanos como “ A Feiticeira”, “ Perdidos no Espaço”, entre outros.
Terceira Fase
A terceira fase vai de 1979 até hoje, caracterizando-se por influência menor do Estado – mas não inexistente – e por maior pressão exercida pelos espectadores, além, é claro, de possuir a censura interna (feita pelos editores, diretores e próprios jornalistas). No dia 3 de fevereiro de 1980 a censura do telejornalismo teve seu fim decretado e em 1982 foi suspensa a censura prévia aos noticiários e à programaçăo de TV.
No entanto, a televisão brasileira manteve-se conservadora, tanto na ideologia como na programação, começando a década de 80 com os programas de sucesso do passado e sendo instrumento de reforço da armação social atendendo aos interesses da classe hegemônica.
A história da tv brasileira está diretamente ligada a história do rádio no Brasil. O sucesso nas radios só foram alcançadas após popularização dos programas transmitidos. E a TV surge com força total transformando os programas de sucesso das radios e dando-lhes além da voz um rosto.O cerceamento no período militar pelo qual passou a programação das emissoras de Tv, lembra-nos dos estudos que tratam da influência dos mídias sobre a sociedade consumidora desses mídias.Por exemplo, o que temiam os militares a ponto de proibir que músicas, programas, idéias e muito mais que fosse considerado contrario aos ideais impostos fossem transmitidos pelos meios de comunicação?Será que é porque os meios tem o poder de persuadir, influenciar ou até manipular o modo de pensar dos seus consumidores?Analisando de modo breve e superficial os estudos a respeito da comunicação e dos seus efeitos podemos dizer que sim, mais ao mesmo tempo que não. Por que?Primeiro, o que é transmitido pelos mídias surtem um efeito naqueles que se submetem a eles. teorias tais como, hipodérmica, crítica, funcionalista aceitam este fato, embora porém , discordem de como se dá esta influência. Na Teoria hipodermica todos são afetados do mesmo modo, sem distinção.O que não é aceito hoje por muitos como verdade. A teoria funcionalista e crítica aceitam que exista uma influência porem esta não é generalizada e nem se dá da mesma forma. Podemos concluir, então que existe sim um poder por trás dos midias capaz de influênciar o modo de agir e de pensar de um grupo, o que porém não se pode dizer é que essa influência afeta a todos do mesmo modo e ao mesmo tempo.Daí porque dominar os meios de comunicação na época da ditadura era não só uma demonstração de poder, mas tambem uma estratégia política.