terça-feira, 26 de outubro de 2010

Telégrafo

História do Telégrafo no Brasil

                        Telégrafo
A história da implantação do Telégrafo no Brasil atravessa, dentre outros fatores, um projeto político e econômico que marcava o Império Brasileiro, sob a administração de D. Pedro II. Tal projeto era apresentado como uma necessidade iminente de desenvolvimento e dinamização da nação, sobretudo, nos quesitos sócio-culturais. Desta forma, as mudanças iniciadas pelo Imperador envolveriam o Brasil em ares de modernidade, suplantando os modos de vida e de sociabilidade, neste momento, alcunhados de tradicionais.
O modelo de modernidade proposto para o Brasil, advinha principalmente da Europa. As marcas da modernidade advindas da Europa passavam a ser seguidas pelo Brasil, principalmente, no que diz respeito à urbanização, com ampliação de ruas e avenidas, além, da incorporação, ao cotidiano dos brasileiros de artefatos, hábitos, valores e elementos que remetessem à sofisticação européia.
A introdução do telégrafo, atendia aos interesses do Estado monárquico, em incorporar os avanços, inclusive tecnológicos, vivenciados nos países da Europa Ocidental. O telégrafo fora criado em 1844, por Samuel Morse, e, passou a gradativamente modificar o cotidiano da Europa ao passo imprimiu novas formas de sociabilidade, além de dinamizar a comunicação e o contato, servindo, principalmente para fins políticos e comerciais, aos moldes do que a modernização e o aumento da industrialização necessitavam.
A história do desenvolvimento das comunicações no Brasil remetem, segundo José Luiz Perón, ao período colonial, quando as primeiras estratégias de contato entre colônia e metrópole passam a ser organizadas. As primeiras mensagens enviadas pelos colonizadores para a corte portuguesa relatando o desenrolar da viagem, as terras, os habitantes e as paisagens encontradas, representam esta necessidade de comunicação, contudo, as cartas, maior forma de correspondência da época, eram demasiadamente demoradas, além de que, por vezes, era impossibilitada de chegar ao seu destino, devido às tragédias marítimas.
Com o século XIX e o desenvolvimento técnico e cientifico da Europa, especialmente, da Inglaterra a partir da Revolução Industrial e do uso cada vez mais freqüente da tecnologia, os cientistas acabam por chegar ao conhecimento de aparelhos e técnicas que atendiam as necessidades da produção e da dinamicidade destas sociedades industriais.
O desenvolvimento do Telégrafo está associado à figura de William Watson, que em 1747 demonstrou, na Inglaterra, que a corrente elétrica podia ser transmitida a uma considerável distância através de um fio metálico, cujas extremidades, ligadas a terra, formavam um circuito. Em 1786, Galvani, aperfeiçoando as descobertas de Watson, descobriu a possibilidade de enviar, por um condutor elétrico, uma corrente direta, ou contínua, gerada simplesmente pela junção de dois metais diferentes, entre os quais existia certa substância úmida, contribuindo assim, significativamente para o aperfeiçoamento do conhecimento sobre a eletricidade.
O século XIX seria marcado, desde seu início, por experiências na área elétrica, voltada para a comunicação. Além de Watson e Galvani, nomes como os de Francisco Salvá, William Nicholson e Sir Anthony Carslile, Samuel Thomas von Soemmerring, Humphry Davy, John Redman Coxe e Harrison Gray Dyar fizeram experiências de transmissão de sinais à distância.

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